Alguns destes efeitos já foram referidos mas vamos agora apresentá-los de
forma mais completa e sistematizada.
Os ruídos de componentes graves - frequências mais baixas - são os
menos perigosos1; para níveis superiores a 100 dB actuam sobre os músculos e
estômago, podendo provocar vómitos e até síncopes.
Os ruídos de médias frequências provocam os mesmos danos mas em maior
grau; aos 80 dB já podem causar transtornos digestivos, aumentar a pressão
arterial e a pulsação.
O sistema central do homem é muito sensível aos ruídos com
frequências altas, os agudos, que podem causar fadiga nervosa e cansaço mental,
alterando o sistema neurovegetativo.
Acção sobre o aparelho auditivo
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Perda de audição
Esta perda é função da frequência e da intensidade do ruído.
É mais evidente para os sons puros e para frequências elevadas.
Fadiga auditiva
Trata-se de um abaixamento reversível da acuidade auditiva.
Caracteriza-se pelo grau de perda da audição e pelo tempo que demora a retoma da
audição normal.
Quando a exposição a ruído excessivo se mantém durante muito
tempo, há um perda permanente da acuidade auditiva.
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1 Estudos recentemente divulgados (1999), levados a cabo durante 10 anos por investigadores
portugueses indicam que a exposição a ruídos de frequências inferiores
a 500 Hz podem originar epilepsia, epilepsia reflexa, cancros (estômago, rins, pulmões
e cancros cerebrais - gliomas). Estas patologias levaram à definição de uma
nova doença profissional designada doença vibroacústica.