VIDEO.GRAFIAS

Som
Banda Sonora

Efeitos Sonoros

Os efeitos sonoros referem-se aos sons, que não os do diálogo, que objectos ou pessoas produzem, em conjunto com aqueles que ocorrem naturalmente em fundo. Podem referir-se a eventos que ocorrem no ecrã ou fora dele. O som dos passos de um actor é um evento no ecrã desde que vejamos o actor. O som dos passos do assassino a descer o corredor, fora da porta fechada do quarto, são um evento fora do ecrã se a audiência só visualizar um grande plano da porta (do lado de dentro do quarto).

A função dos efeitos sonoros, ao contrário do diálogo, é a de nos embeber na acção e levar-nos a acreditar que somos parte da acção do filme. O mesmo é dizer, pontuar o aspecto visual. A correcta utilização dos efeitos sonoros pode adicionar drama, comédia, ou, simplesmente, reforçar o que já está presente

Os seus objectivos principais são a simulação da realidade, a criação da ilusão e o estabelecimento do ambiente. A primeira regra do sound design estipula exactamente isto: ver um som, ouvir um som. De cada vez que visualizamos uma acção no ecrã esperamos um som complementar que nos ajuda a imergir no filme.

Os efeitos sonoros agrupam-se em quatro categorias:

- Foley;

- Sons "desenhados";

- Sons de criaturas;

- Sons ambiente.

Os sons Foley (recebem este nome em tributo ao seu percursor, Jack Foley), originalmente, eram desenhados para reproduzirem os passos de um actor no filme. Foi descoberto que ter somente o diálogo dos actores sem efeito sonoro tornava o filme insípido, sem naturalidade. Quando vemos uma pessoa andar é natural a expectativa de ouvir os seus passos. O que Jack Foley fez, foi criar um palco especial para a captação e gravação deste tipo de efeito. Dos passos saltamos para outro tipo de sons, tais como o mexer de um tecido em resultado de um movimento corporal ou o interagir com um elemento do cenário.

Os efeitos "desenhados" ou construídos são o resultado de se querer pôr no ecrã sons que não existem na vida real. Basta assistir a um filme de ficção científica para nos depararmos com uma míriade destes sons. Porque ver uma acção sem um som a acompanhar pode causar uma dissonância cognitiva (dois inputs sensoriais - a visão e a audição - em conflito entre si) é necessária a criação deste tipo de efeitos em estúdio.

Os sons de criaturas revestem-se de uma particular importância devido à necessária ligação emocional entre o espectador e a criatura. Nestas circunstâncias é necessário que cada criatura tenha uma linguagem emocional. Para conseguir tal existem vários processos em que, de uma forma geral, englobam o registo de sonoridades já existentes (de seres vivos e objectos) e a mistura num som mais complexo.

O efeito de ambiente traduz ao espectador o som do mundo do filme. Ao recrearmos o ambiente acústico da cena apresentada em frente e em redor de nós, leva o espectador para dentro do filme transmitindo-lhe a sensação de pertença à realidade do filme.

No que respeita ao sincronismo com as imagens no ecrã, os efeitos sonoros classificam-se em frame-accurate e wild. Como frame-accurate designam-se os efeitos que estão sincronizados com um evento no ecrã. É o caso do efeito de um disparo de revólver. Os efeitos do tipo wild são os que são necessários na vizinhança de um evento no ecrã e a sincronização frame-a-frame não é importante. Por exemplo, o barulho do mar numa cena na praia. São também denominados efeitos soft.


Para mais informações ver: filmsound.studienet.org//purposeofsoundeffects.htm