VIDEO.GRAFIAS

Teoria da Comunicação
Semiótica

Autores

 

A Concepção de Saussure (1916)

"A língua é um sistema de signos que exprimem ideias, e, por isso, é confrontável com a escrita, o alfabeto dos surdos-mudos, os ritos simbólicos, as fórmulas de cortesia, os sinais militares, etc. Ela é, simplesmente, o mais importante de tais sistemas. Pode-se assim conceber uma ciência que estuda a vida dos signos no quadro da vida social; ela poderia fazer parte da psicologia social, e, em consequência, da psicologia geral; chamá-la-emos semiologia . Ela poderia nos dizer em que consistem os signos, quais as leis que os regem. Por não existir ainda, não podemos dizer o que será; todavia, tem o direito de existir e seu posto está determinado de começo."
Segundo Saussure, o signo 'exprime' ideias; suas ideias eram eventos mentais em uma mente humana.

A Concepção de Peirce (1931)

"Eu sou, pelo que sei, um pioneiro, ou antes um explorador, na actividade de esclarecer e iniciar aquilo que chamo semiótica, isto é, a doutrina da natureza essencial e das variedades fundamentais de cada semiose possível" ... "Por semiose entendo uma ação, uma influência que seja ou coenvolva uma cooperação de três sujeitos, como por exemplo um signo, o seu objecto e o seu interpretante, tal influência tri-relativa não sendo jamais passível de resolução em uma acção entre duplas".
Segundo Peirce, um signo é qualquer coisa que está para alguém no lugar de algo sob determinados aspectos ou capacidades.

A Concepção de Morris (1938)

"Uma coisa é um signo somente por ser interpretada como signo de algo por algum intérprete; assim, a semiótica não tem nada a ver com o estudo de um tipo particular de objectos, mas com objectos comuns na medida em que (e só na medida em que) participem da semiose"

A Concepção de Umberto Eco (1976)

É tudo que pode ser assumido como um substituto significante de outra coisa qualquer. Esta outra coisa não precisa existir, nem subsistir de facto no momento em que o signo ocupa seu lugar. Como a semiótica tem muito a ver com o que quer que possa ser assumido como signo, ela é, em princípio, a disciplina que estuda tudo quanto possa ser usado para mentir . A definição de Eco é muito parecida com a de Morris, com uma única modificação: Eco estendeu o conceito de intérprete, característica de signo para Morris, para interpretação possível por parte de um intérprete possível. Para Eco, o destinatário humano é a garantia metodológica (e não empírica) da existência de significação, ou seja, da existência de uma função sígnica estabelecida por um código. Mas igualmente, a suposta presença de um eminente humano não é de forma alguma garantia da natureza sígnica de um suposto signo.