Universidade Aberta


Scholar's (B)log

(destinado a mestrandos e orientandos de estudos anglo-americanos)

                               "... you have come to listen to my  thoughts about great subjects,                                       and not my feelings about myself."  

 A. C. Bradley

contactos através de mcavelar@univ-ab.pt ou avelar@netcabo.p

Durante esta semana (15 a 20 de Janeiro), o canal Gallery, por Cabo, está a dedicar duas sessões por dia (às 21h e às 23h) ao Filme Negro. Não perder Double Indemnity (Pagos a Dobrar), de Billiy Wilder.

O site do London Review of Books mudou para www.lrb.co.uk. Sugiro-vos aqui a leitura do texto de Peter Campbell sobre a exposição de Samuel Palmer que se encontra no British Museum. Embora brevemente, Ruskin menciona-o em Modern Painters. Podem ler o artigo em  www.lrb.co.uk/v27/n22/camp01_.html. (05/11/17)

 

Sugiro-vos a leitura do artigo do romancista americano John Updike , no The New York Review of Books, sobre a exposição de desenhos de  Van Gogh no Metropolitan Museum of Art. Podem lê-lo em: http://www.nybooks.com/articles/18512 (05/11/16)

Não percam o número especial do Magazine Littéraire dedicado à Melancolia. Para além do texto de Jean Starobinski, há interessantes contextualizações históricas, evocando até as origens remotas na Ilíada, assim como diferentes contributos para o universo anglo-saxónico, entre os quais V. S. Naipaul, Sylvia Plath, Philip Roth. (05/11/07)

Ainda a propósito de Aurora , de Murnau, sugiro a crítica de Mário Jorge Torres em: http://cinecartaz.publico.clix.pt/criticas.asp?id=18695&Crid=4&c=3357

Eis uma notícia interessante que me chega de um colega (Luís Rosa Duque): A ministra da Educação do Governo trabalhista de Tony Blair, Ruth Kelly, anunciou ontem na Câmara dos Comuns uma vasta reforma na área da Educação. O programa apresentado pretende dar maior independência às escolas e alargar o papel dos pais enquanto educadores, conferindo-lhes maiores opções de escolha. De acordo com a nova reforma, os pais poderão seleccionar a escola a frequentar pelos seus filhos, sendo que estas passarão a ser autónomas em relação às autoridades de educação locais, podendo definir os seus próprios padrões de disciplina. Com esta reforma, todas as escolas passarão a poder funcionar como fundações, estatuto que lhes confere maior autonomia e liberdade não só ao nível da gestão, mas no recrutamento dos professores, na selecção de alunos e na escolha dos programas curriculares. As escolas que optarem por este estatuto passarão a funcionar como instituições não lucrativas, geridas por empresas, igrejas ou associações de pais. A Microsoft, a Open University e a Igreja anglicana são algumas das instituições que já manifestaram interesse em gerir algumas destas novas fundações.(05/11/03)

Quando se avizinha o início do Seminário de Literatura e Cinema, recomendo-vos que não percam Aurora, o primeiro" filme americano" (1927) de Murnau. De reter a forma como é superada a previsibilidade de uma narrativa melodramática, o pathos do chiaro-scuro no âmbito de uma tradição expressionista, e  a "dimensão pictórica" (Nimas). (05/11/02)

 

"Cheating the Void", Tony Harrison

Archive film: workers coming out of factory, 1895

Oblivion is darkness, Memory light./They're locked in eternal struggle. Which/ of these two forces really shows its might/ when death's doors are thrown open by a switch? // These people are all dead, and yet they walk. / The first in fact to move on celluloid./ Though they are silent and won't ever talk / their very moments seemed to cheat the void. / Deaths no longer absolute, wrote the reviewer / having seen this film in 1895. / Do our TVs and videos make that truer / and help to make the dead seem more alive?"

 

O II Encontro sobre o Fantástico tem lugar em Novembro. Podem obter informações sobre "Call for Papers" em http://www.encontroliterario.web.pt (05/06/23)


Um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do Ápice à Base... Uma Figura Ímpar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua ma vida paralela à dela. Até que se encontraram no Infinito."Quem és tu?" indagou ele com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode chamar-me Hipotenusa." E ao falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a alma irmãs primos-entre-si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz. Numa sexta potenciação traçando o sabor do momento e da paixão rectas, curvas, círculos e linhas sinoidais. Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclideanas e os exegetas do Universo Finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram se casar constituir um lar. Mais do que um lar. Uma Perpendicular. Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissetriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro sonhando com uma felicidade integral e diferencial. E casaram-se e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos. E foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, vira monotonia. Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum... Frequentador de Círculos Concêntricos. Viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, Uma Grandeza Absoluta, E reduziu-a a um Denominador Comum. Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais Um Todo. Uma Unidade. Era o Triângulo, tão chamado amoroso. Desse problema ela era a fracção mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade. E tudo o que era expúrio passou a ser Moralidade. Como aliás, em qualquer Sociedade. (05/06/21)

A partir da próxima terça-feira estará ao vosso dispor uma cassette video com uma entrevista com o Professor António Simões acerca do seu romance O Quarto (TheRoom), durante a qual são abordadas várias questões relacionadas com teorias educativas. Na mesma altura ser-vos-á distribuído o programa do seminário, com a indicação dos trabalhos que deverão realizar. Caso pretendam contactar o Professor para escalrecer eventuais dúvidas, poderão fazê-lo através de Lisboa1@aol.com (05/04/21).

 Chamo a vossa atenção para um colóquio sobre o Modernismo Anglo-Americano que irá ter lugar em Coimbra, no próximo mês de Junho. Podem encontrar informação detalhada em http://www.ces.fe.uc.pt/misc/coloquiomodernismos.php (05/04/14).

A Fundação Calouste Gulbenkian publicou Poética (Textos Teóricos), de Edgar Allan Poe, em tradução,  comentário e notas da Professora Helena Barbas, da Universidade Nova de Lisboa. Este livro reúne um conjunto de textos fundamentais ("Filosofia da Composição", "Os Fundamentos Racionais dos Versos" e "O Princípio Poético")  para a teoria literária norte-americana, com incidências ínvias (via França) em Portugal (Pessoa). Helena Barbas, que já tinha sido responsável pela tradução de John Donne (Assírio & Alvim), enquadra, de uma forma sintética e rigorosa, o pensamento poético (e não só) de Poe neste diálogo intercontinental. (05/04/08)

A literatura portuguesa que se vai fazendo por esse mundo fora, apenas chega até nós através de exemplos mais sedutoramente mediáticos (Katherine Vaz, por exemplo), mais persistentemente presentes nas páginas literárias (Onésimo de Almeida, por exemplo), ou mais convocados nas Academias (George Monteiro, Frank F. Sousa, António Simões ou Vitor Mendes, por exemplo). Aconselho, por isso, uma visita a este site que me foi referenciado por João Martins, um poeta radicado nos Estados Unidos:  http://www.manuelcarvalho.8m.com/

Sugiro ainda  que permaneçam atentos(as) ao canal Biografia, onde continua a ser emitido um interessante documentário sobre Sylvia Plath.

A propósito, vinte anos depois de ter visto os Dire Straits, nos Estados Unidos, foi sublime reencontrar alguém que, com o passar dos anos, não pára de evoluir como virtuoso da guitarra, Mark Knopfler (05/04/05).

Uma visita acidental pela FNAC revelou uma agradável surpresa: já saiu a Ilíada traduzida do grego por Frederico Lourenço. Tal como no caso da Odisseia, a editora é a Cotovia. Como aqui escrevi há uns meses atrás, o Professor Frederico Lourenço está convidado para vir falar aos nossos Cursos. Até o ouvirem, podem (e devem) ir lendo os seus trabalhos. E agora, sim, vou de férias. (05/03/24)

Agustina e Eugénio de Andrade receberam doutoramentos honoris causa pela Universidade do Porto (se viram o telejornal na SIC, puderam, aliás, reconhecer-me, na primeira fila, devidamente paramentado). Recomendo-vos o comentário de Eduardo Pitta sobre este evento (o doutoramento, não a minha imagem na Tv) em www.daliteratura.blogspot.com. Bom trabalho e boa Páscoa. Regresso em Abril (depois de ter ido ao concerto do Mark Knopfler - não percam, pelo menos, o Cd, Shangrila). (05/03/23)

 Falava há dias de leituras de textos fílmicos à luz de perspectivas pouco comuns entre nós (cf. Cavell); ainda há dias sugeria linhas de reflexão acerca da obra de Clint Eastwood. Hoje sugiro-vos o seguinte ensaio de Luis Miguel Mainar, "Genre, Auteur, and Identity in Contemporary Hollywood Cinema: Eastwood's White Hunter, Black Heart." Podem lê-lo em http://155.210.60.15/MISCELANEA/ARTICULOS_26/abstracts_26.htm (05/03/10). Regresso dia 21 deste mês. Bom trabalho!

O debate em torno do ODNB continua, nomeadamente, nas cartas ao director do TLS. Aconselho a sua leitura pela concisão na forma de abordar temas particularmente polémicos. Aconselho, além disso, a leitura da secção de recensões pela forma como se articulam, num reduzido espaço, as vertentes, pelo(a) recensor(a) consideradas essenciais do texto em apreço. Ainda no sentido do que escrevi há dias, porque de identidade se trata, porque não ler o mais recente livro de José Gil? (05/03/10

O meio cultural inglês tem sido agitado por um debate acerca da monumental publicação de The Oxford Dictionary of National Biography (60 volumes), editado por H.C.G. Matthew e Brian Harrison (creio que um dos primeiros focos terá sido a biografia da Patrick O'Brien, conhecido entre nós pela adaptação cinematográfica de uma narrativa sua com Russell Crowe - Master and Commander - The Far Side of the World). Sugiro-vos que consultem o site de London Review of Books (http://www.lrb.co.uk/) e leiam o artigo de Stefan Collini, intitulado "Our Island Story", para verem como uma reflexão a nível editorial envolve também, desde logo, a reflexão e o debate  sobre a identidade. (05/03/04)

O canal Biography (tv por cabo) está a transmitir uma biografia de Sylvia Plath. Interessante pelos depoimentos de Susan van Dyne e Kate Moses (autora de Wintering, um romance sobre os últimos meses de vida de Plath que toma como leit-motif para os diferentes capítulos os poemas por ela escritos nesse período e outros que, apesar de anteriores, dialogam com as atmosferas convocadas) e pela oportunidade de ouvir breves registos da voz da autora. (05/03/03)

Sugiro-vos que leiam o ensaio de Christopher Ricks que foi divulgado ontem. Como sabem, tanto o Seminário de Literatura Americana como o de Literatura Inglesa têm como núcleo o discurso poético. Nesse sentido, Ricks será útil pela catalogação de enunciados acerca da distinção entre poesia e prosa, e pela forma como entende as diferenças mais ou menos subtis desses enunciados em função de agendas pessoais e de circunstâncias históricas. (05/03/02)

O Mestre Clint Eastwood foi, de novo, celebrado. Sugiro, por isso, um tema de reflexão para a sua obra, o do fantasma. A pista que deixo é a seguinte: nos western iniciais o mistério que rodeia o herói (cf. R. W. B. Lewis para a dimensão adâmica do mito americano) é acentuado ao ponto de o fazer, literalmente, regressar do mundo dos mortos; em meados dos anos oitenta, em Pale Rider, esse regresso é estruturado sob o signo da alegoria (cf. o solo de alusões bíblicas); em meados de noventa, em Unforgiven, os fantasmas são já claramente endógenos, numa subtil ironia face ao american dream; neste último filme, o mistério do passado e os fantasmas a ele associados são problematizados no plano da moral. (05/03/01)

Promovida pelo Curso de Teoria da Literatura, realiza-se hoje, pelas 15h, na Faculdade de Letras de Lisboa, uma conferência de Stanley Cavell. A não perder! Cavell é responsável por trabalhos brilhantes sobre o pensamento americano, nomeadamente Emerson e Thoreau, e sobre cinema (essenciais para quem prepara dissertações nesta área). (05/02/24

Na próxima 2ª feira, pelas 15h, não percam a oportunidade de assistir às provas de doutoramento do Dr Ricardo Prata. Para além do interesse científico, têm a possibilidade de presenciar e participar de um ritual académico relevante na vida de uma comunidade académica (à qual, não se esqueçam, vocês também pertencem) (05/02/17).

Breves referências, portanto, a Variações Metálicas (Lisboa: Asa, 2004). Neste livro (com fotografias de Ana Gaiaz sobre esculturas de José Aurélio), Vasco Graça Moura explora a tradição écfrástica, reflectindo, ainda, sobre a especificidade da criação artística que tomou como leitmotif para os seus poemas. A Ana Gaiaz deve-se "um itinerário fotográfico que  [funciona em]... contraponto com as ... propostas textuais." Esclarece Graça Moura que "não se tratava de apresentar meramente poesia 'ilustrada' com imagens, mas de fazer funcionar em paralelo linguagens e modos de expressão diferentes..." Regressaremos a este livro nos nossos seminários. (05/02/10

De facto, a referência a O Escultor, o Poeta, a Fotógrafa que fiz ontem carece de uma contextualização: o envio para um livro anterior com poemas de Vasco Graça Moura. Fica, porém, para depois do Carnaval. Recorde-se que na poesia de Graça Moura a interacção com as artes visuais remonta, pelo menos, ao início da década de oitenta; nessa altura, colaborou numa colecção produzida pela galeria Altamira, na qual três serigrafias de um pintor surgiam em diálogo com três poemas. Recordo, entre os artistas, António Palolo, Emília Nadal, José Guimarães (falta-me um...). Os poetas eram João Miguel Fernandes Jorge (esta vertente é também uma constante na sua poesia; abordá-la-ei mais tarde, e, obviamente, nas sessões do Curso, a par da sua produção crítica sobre artes visuais), David Mourão Ferreira, Pedro Tamen e o próprio Graça Moura. Não parem com a investigação durante o Carnaval. (05/02/03)

O Escultor, o Poeta, a Fotógrafa é o título de um livro de José Afonso Furtado (edição da Caixa de Crédito Agrícola de Alcobaça - ISBN: 972-9044-84-8). As fotografias são de Ana Gaiaz (alguns momentos de rara beleza, embora este tipo de adjectivação seja sempre polémico) sobre esculturas de José Aurélio (a redescoberta do estético sustentado pelas materiais endógenos à sociedade industrial), com um ensaio de José Afonso Furtado, no qual a memória da fotografia e as suas exigências estéticas do presente confluem. "Coda" de Vasco Graça Moura. (05/02/02)

De acordo com Andreia Abreu, o canal "História" tem vindo a passar um documentário sobre o cubismo no qual se evoca o diálogo Picasso - Gertrude Stein. A apropriação literária  do cubismo, por parte de Stein, está a ser trabalhada na dissertação de Mestrado por Andreia Abreu.(05/01/27)

Aqui fica a informação: "The outgoing President of the American Studies Association", Shelly Fischer Fishkin, falará sobre "Race and the Politics of Memory: Mark Twain and Paul Laurence Dunbar", na próxima sexta-feira, pelas 15h, no auditório 3, da Faculdade de Letras de Lisboa.(05/01/26)

A propósito do "ser" e do "parecer", e, consequentemente, do filme sobre a narrativa de Roth, recomendo outro filme, Imitation of Life (1959), de Douglas Sirk; o canal Hollywood tem vindo a exibi-lo. Conhecerão, talvez, o videoclip homónimo dos R.E.M. inspirado neste filme (embora Peter Buck diga que dele apenas conheciam o título e o "tema"). Como leitura recente deste filme, recomenda-se de Heung, Marina. “‘What’s the Matter with Sarah Jane?’: Daughters and mothers in Douglas Sirk’s Imitation of Life.”  (New Brunswick: Rutgers University Press, 1991). (05/01/25)

Para quem está mais a norte, aqui fica a informação, dia 27, Eduardo Pitta estará na Universidade de Aveiro para falar de Rui Knopfli. Para quem está mais no centro-sul, no dia 22, na Chamusca, a editora Cosmos promove um colóquio sobre educação, no qual participarei. Para quem tem canais por cabo, fica a sugestão do filme "Culpa Humana", baseado numa narrativa de Philip Roth. (05/01/18) 

Quem estiver interessado em consultar a Newsletter da Assírio & Alvim, pode fazê-lo neste endereço http://www.assirio.com/newsletter/

Depois de assistir a uma "discussão" sobre o processo de Bolonha, recordo uma frase algures em "Funeral Games", de Mary Renault; Alexandre morrera e o(a) narrador(a) declara: "A time had gone, a time was coming, and they did not like the auspices of its birth." Agora a propósito de coisas que dão, verdadeiramente, para pensar; sugiro-vos "Janelas Verdes", de João Miguel Fernandes Jorge (a tradição da ekphrasis na sequência do já sugerido livro de Jorge de Sena). (05/01/13)

Evocando a passagem dos R.E.M. por Lisboa, deixo-vos um motivo de reflexão: o videoclip "A Bad Day" é uma sátira a um determinado tipo de informação; o solo retórico dessa sátira é a ironia e a logorreia. Porquê? Podem ver o videoclip na internet. (05/01/11) 

Comentários recebidos de Rogério Ribeiro:" Possession: Apesar de ter visto o filme sem ler o livro, tornou-se também num dos meus filmes de eleição. Desde a maneira harmoniosa como as duas histórias estão entrelaçadas até ao tratamento do que é a vida académica. Ainda por cima quando foi uma surpresa total, um filme que fui ver sem qualquer tipo de expectativa. Da mesma maneira, apesar de numa "onda" (muito) mais light, fiquei enamorado de "Alex & Emma". Uma comédia ligeira americana (do realizador Rob Reiner) que se centra no writer's block e no modo como a realidade se infiltra no processo criativo. Ainda não deve estar em exibição nas televisões, mas acaba de sair em DVD. Plot- 'Loosely Based on a True Love Story' is a romantic comedy starring Kate Hudson as Emma and Luke Wilson as Alex. Alex is an author whose writer's block and gambling debts have landed him in a jam. In order to get loan sharks off his back, he must finish his novel in 30 days or wind up dead. To help him complete his manuscript he hires stenographer Emma. As Alex begins to dictate his tale of a romantic love triangle to the charming yet somewhat opinionated stenographer, Emma challenges his ideas at every turn. Her unsolicited yet intriguing input  begins to inadvertently influence Alex and his story and soon real life begins to imitate art.
O Jovem Persa: Achei engraçado o modo como se refere à sua "versão". Realmente uma tradução é sempre uma versão! Um abraço, Rogério "

Deixei-vos, há dias, a indicação de "O Jovem Persa", a propósito da vida de Alexandre. A narrativa que completa a trilogia, chama-se "Jogos Funerários"(igualmente Assírio & Alvim e versão minha). É notável na "reconstituição" dos conflitos que ocorreram após a morte de Alexandre. Já agora, leiam o primeiro volume, sobre a infância do futuro imperador, "Fogo do Céu" (uma vez mais Assírio & Alvim, versão... de Vaz da Silva).(05/01/06) 

O "Magazine Littéraire" consagra o seu dossier a Virginia Woolf. A reter as analogias com Marcel Proust ("À l’ombre de Marcel Proust" de Julie Wolkenstein) e também a influência em Michael Cunningham, autor do romance "The hours" ("la beauté de l'ordinnaire"). Como é habitual com os franceses, e seus sucedâneos, os livros funcionam também para que o(a) autor(a) dos artigos fale de vinho, do gato, e, obviamente, da sua relação com a mãe (no caso dos autores). Há, por isso, alguma prosa confessional interessante; por exemplo,Grégoire Bouillier ("Qui a peur de Virginia Woolf ?") e Janette Turner Hospital ("Sa mort n’a cessé de me hanter"). (05/01/06)

José Duarte e Ricardo Alves organizaram uma Antologia de poesia de língua portuguesa, de Manuel Bandeira à actualidade, na qual o jazz é convocado, "Poezz...". Impressionantes o volume e a diversidade. Encontram-na na Editora Almedina. (04/12/30)

Num momento de eventual mudança (?) de ciclo político, os seus protagonistas (e os actores secundários e os figurantes também) deveriam recordar os versos de Álvaro de Campos: "Dos Lloyd George da Babilónia/ Não reza a história nada. / Dos Briands da Assíria ou do Egipto, / Dos Trotskys de qualquer colónia / Grega ou romana já passada, / O nome é morto, inda que escrito." Devido à formação anglo-saxónica do poeta, creio que os antecedentes deste poema se encontram em "Ozymandias", de Shelley: "'My name is Ozymandias, king of kings,/ Look on my works, ye mighty, and despair!' Nothing beside remains..." (04/12/28)

Falando ainda de clássicos. Depois do "Brad Pitt de saias" (João Medina) em "Tróia", temos um "Alexandre yuppy pós-moderno politicamente correcto". Sugiro, por isso, que se regresse a Plutarco; ou então que se leia "O jovem persa", de Mary Renault (Assírio & Alvim), versão minha (perdoar-me-ão a publicidade, mas não recebo mais por isso). (04/12/22)

Enquanto esperamos que em 2005 Frederico Lourenço nos ofereça a sua versão da "Ilíada", importa ir lendo a sua versão da "Odisseia" (Cotovia). (04/12/21)

Mesmo um republicano convicto, como eu, sente as suas convicções abaladas ao ler  "The Dream of the Lion", um poema de Ted Hughes sobre a Rainha Mãe: 'And the climbing sun revealed you, the Lion.' Tal é o poder da poesia. (04/12/20)

Num texto de 1939, sobre Kitsch e Avant-Garde, Clement Greenberg atribuía a vitalidade da cena artística nova-iorquina à existência de uma classe-média poderosa: "Nenhuma cultura se desenvolveu sem uma base social com uma fonte de rendimento estável," escreveu a dada altura. Um artigo a ler numa altura em que, no nosso país, a falta de inteligência política tem vindo a destruir, sistematicamente, a classe-média.

Afinal, talvez tudo isto tenha sido antecipado por Eliot. Refere Joaquim Manuel Magalhães num artigo no "Expresso": "...se se retirar à média social o seu equilíbrio económico, ela deixa de preocupar-se com os valores da cidadania...isso dá muito jeito àqueles a quem convém manter um país moralmente retrógrado... Porém, terão sempre que ser confrontados com o que implicam essas palavras do Eliot conservador e eticamente esclarecido: 'a vergonha/ De motivos tardiamente revelados e a consciência/ De coisas mal feitas e feitas em agravo de outros/ As quais tomaste então por exercício de virtude./Então o aplauso dos loucos fere e a honra mancha', 'Little Gidding', II." (04/12/17)

Freud desvendou que o discurso onírico se funda na metáfora e na metonimia. Acho esta metodologia relevante para a leitura do video-clip. Em vez da metáfora, pense-se no símbolo, e retenha-se a metonímia. Depois veja-se um dos mais recentes video-clips dos R.E.M. sobre a nostalgia à partida da capital da civilização ocidental, "'Leaving New York' [is] never easy." (04/12/16)

Os canais por cabo têm vindo a exibir dois filmes a não perder: Avalon (canal Hollywood) e Possession (canal Premium). "Avalon" permite uma reflexão sobre a experiência e a realização pessoal do sonho e do mito americanos. Por seu turno, "Possession", uma interessante adaptação do volumosos romance homónimo de A. S. Byatt, importa pela forma como os takes focalizando a época vitoriana são construídos a partir da imagética pré-rafaelita, assim "repondo" visualmente aquilo que Byatt conseguira através da simulação da sintaxe coeva. (04/12/14)

Jorge Fazenda Lourenço edita uma Antologia de Jorge de Sena na Relógio d'Água. Entre outras virtudes, este livro permite ao leitor reencontrar poemas há muito fora de edição. Refiro-me aos poemas de Metamorfoses e de Arte da Música, marcos da poesia portuguesa contemporânea, aqui parcialmente recuperados. Para uma análise da ekphrasis na nossa língua, estes são textos essenciais. Os mestrandos de Estudos de Estudos Ingleses e de Estudos Americanos devem lê-los atentamente. (04/12/09)

Foi recentemente publicada uma edição facsimilada de Ariel, de Sylvia Plath. Frieda Hughes, filha de Plath, é autora do Prefácio, no qual evoca as narrativas subjacentes à concepção do livro. A curiosidade fundamental do livro residirá no facto de esta ser uma edição facsimilada, já que a História ali evocada ainda está demasiado próxima.  (04/12/07)

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