CICLO DE COLÓQUIOS
Uma tensão entre o global e o local
Janeiro a Março de 1999
Organização
Delegação Norte da Universidade Aberta
Centro de Estudos de Ensino a Distância
Centro de Estudos Históricos Interdisciplinares
Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais
Local
Fundação Engenheiro António de Almeida
Delegação Norte da Universidade Aberta
Programa
Desenvolvimento sustentável.
Identidades e territórios: espaços, movimentos e representações.
O global e o local como problemas públicos.
A diversidade nos significados de saúde e doença.
Antropologia Visual (Delegação Norte)
Os Media: da planetarização às experiências locais.
Unidade e diversidade ibérica.
Leonel Rosa -
leorosa@univ-ab.ptDelegação Norte da Universidade Aberta
Tel.: 228300041/2 Fax.: 228300249
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Comissão Organizadora |
Comissão Científica |
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Mecenas
Alfatur - Viagens e Turismo, Lda.
Atlântida - Viagens e Turismo, S.A
BD&A
Cutipol
Graforim
Hotel Meridien
Instituto Multimédia
Jumbo Expresso
Livraria Leitura
Restaurante Horta dos Reis
Apoios
Caixa Geral de Depósitos
Câmara Municipal do Porto – Gabinete de Turismo
Embaixada de Espanha
Fundação Engenheiro António de Almeida
Fundação para a Ciência e Tecnologia
Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento
Institut Français de Porto
Instituto de Promoção Ambiental, IPAMB
Jornal de Notícias
Sodilivros
Ministério da Cultura
Actas dos Colóquios
As actas do Ciclo de Colóquios serão publicadas em 2000.
Se estiver interessado,
veja contactos.
Programa
Desenvolvimento sustentável.

A desregulação económica mundial, o desregramento demográfico, a crise ambiental, a crise do desenvolvimento impõem a necessidade de uma política global, de uma gestão planetária dos recursos. O desafio é a prática de um desenvolvimento sustentável e a emergência de uma nova cidadania ecológica planetária.
9h30-13h00 - Painel moderado por Rui Leal (Associação dos Engenheiros do Ambiente)
O estado do ambiente em Portugal.
José Guerreiro - Secretário de Estado do Ambiente
Desenvolvimento sustentável : condições, critérios e limites.
Viriato Soromenho Marques - Universidade de Lisboa
Globalização e planetarização: as instituições financeiras internacionais e a sociedade civil.
Korinna Horta – Environmental Defense Fund (Washington, EUA)
14h30 - Visita guiada ao Museu Engenheiro António de Almeida
15h00-19h00 - Painel moderado por Ulisses Miranda – Universidade Aberta (DN)
Desenvolvimento sustentável e alterações climáticas: que certezas?
Carlos Borrego - Universidade de Aveiro
Desenvolvimento Rural Sustentável.
Agostinho Carvalho - Universidade do Algarve
Processo de decisão das questões de saúde e ambiente em Portugal.
José Manuel Calheiros – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
Diversidade e Biodiversidade: Qual poderá ser o seu significado em termos de desenvolvimento sustentável?
João Carlos Marques - IMAR, Universidade de Coimbra
2° Colóquio: 5 / 2 / 1999
Identidades e territórios : espaços, movimentos e representações.1
Todos os discursos (e práticas) de demarcação territorial mobilizam representações colectivas da identidade e, através delas, o trabalho pelo qual os grupos humanos constróem e simbolizam a sua relação com o espaço.
14h30 Visita guiada ao Museu Engenheiro António de Almeida.
15h00-19h00 Painel moderado por Maria Engrácia Leandro – Universidade do Minho
Universalismo e particularismo cultural em contexto de migração
Maria Beatriz Rocha-Trindade - Universidade Aberta/CEMRI
Migrações e Identidades Regionais
Guy Barbichon - Centre d’Ethnologie Française; CNRS, Paris
Pausa-café.
Território e deslocações na construção da identidade local
Filomena Silvano - Universidade Nova de Lisboa/Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Lugares de partir, lugares de voltar: espaços de regresso na emigração portuguesa
Joaquim Torres Costa
- Universidade Aberta/CEMRIO discurso da identidade: o nacional e o regional
Moisés de Lemos Martins - Universidade do Minho
1 Este Colóquio insere-se nas actividades do CEMRI (Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais).
O global e o local como problemas públicos.

Em determinados períodos, as questões locais e/ou globais, configuram-se como «problemas públicos». Tornam-se assim assunto de controvérsias, de conflitos, de debates, de reacções ou de opiniões, requerendo a acção dos poderes públicos, de instituições ou de movimentos sociais.
14h30 Visita guiada ao Museu Engenheiro António de Almeida.
15h00-19h00 Painel moderado por José Adelino Maltês - ISCSP
La construction des problèmes publiques et l’action collective
Louis Quéré – CNRS / Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - Paris
A procriação medicamente assistida em Portugal – configuração de um problema público
José Luís Garcia - ISCTE, Lisboa
Pausa-café.
O global e o local e a nova pluralidade de espaços de cidadania.
Luís Sá – Universidade Aberta
A diversidade nos significados de saúde e de doença.2
Na aldeia global em que vivemos, a saúde é ameaçada, a norte, pela abundância e, a sul, pela escassez. Na aldeia nacional do nosso quotidiano, saímos do sul há poucas décadas e estamos a instalar-nos no norte. Sem nos deslocarmos na geografia.
14h30 Visita guiada ao Museu Engenheiro António de Almeida.
15h00-19h00 Painel moderado por Luísa Ferreira da Silva – Universidade Aberta
Les significations sociales de la santé et la santé en mutation - un regard retrospectif
Claudine Herzlich - Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris
A construção do ambiente e a sociologia da investigação biomédica
João Arriscado Nunes - Universidade de Coimbra
Pausa-café.
Lay perceptions of modern medicine
Michael Calnan – Universidade de Kent.
O corpo em contexto
Berta Nunes – Directora do Centro de Saúde de Alfândega da Fé.
2
Este Colóquio insere-se nas actividades do CEMRI (Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais).
Antropologia Visual. 3
Os bairros periféricos das cidades constituem frequentemente espaços / tempos liminares de uma população migrante que aí empreende rituais de passagem decorrentes da própria situação de migração. Lugares em que, durante um tempo mais ou menos prolongado, se juntam, de forma espontânea, populações provenientes de múltiplas culturas em viagem - caracterizadas pela sua diversidade de origem, populações desterritorializadas (deslocadas / deslocalizadas), desenraizadas. O desenraizamento não diz respeito apenas às imigrantes mas comuns aos migrantes internos que sofrem processos acentuados de perda da memória e da origem. Propomos a abordagem deste espaço / tempo liminares em Abidjan 1954, em Paris 1960-70, em Lisboa 1995-98, Porto 1997-98.
9.30 –13.30
Moderadora: Maria Beatriz Rocha-Trindade
Maîtres Fous, Jean Rouch (1954, 16mm, 36m)– Proposição de tema - Imagens de Fronteira e incentivo para a utilização das imagens em Antropologia.
Colá S. Jon Oh que Sabe! (1997, Betacam, 36m) O ritual e o simulacro.
José Ribeiro (Universidade Aberta)
Champigny sur Tage, (1987, Betacam, 28m) Uma experiência cinematográfica... nos arredores de Paris
José Alexandre Cardoso Marques (Universidade Católica)
A Casa de Maria Fruta, (1998, Betacam, 40 m) – É preciso subir a ladeira – multiculturalismo e antropofagia nas margens.
Ana Paula Beja Horta (Universidade Aberta)
Essa Mulata... (1998, VHS, 18m) Experiência de iniciação à pesquisa em Antropologia Visual
Maria da Conceição Panda e Maria Fátima Nunes (CAE / CEMRI)
2. Imagens de África
Os modos de vida e cultura locais das populações africanas confrontam-se, sobretudo desde a expansão europeia, com processos de mudança acelerada, imposta do exterior por vezes de forma violenta. Actualmente as ajudas internacionais ora apoiam e fomentam a guerra ora processos de desenvolvimento exteriores geradores de novos desequilíbrios. Aos olhares apressados – olhares turísticos ou mediáticos – propomos uma olhar baseado na experiência de investigação baseada nas imagens. Evocamos a figura e a obra de Orlando Ribeiro e apresentamos os percursos de investigação cinematográfica dos participantes.
15.00H – 19.00H
Moderador: José Ribeiro
Aviso à navegação, olhar sucinto e preliminar sobre os pastores Kuvale... e as ONGs.
Ruy Duarte de Carvalho (Universidade Agostinho Neto – Angola)
Céu Aberto, Moçambique 1997, a experiência da guerra e a reconstrução de Moçambique.
Graça Castanheira (Cineasta – AporDOC)
Evocação de Orlando Ribeiro
Teresa Siza (Centro Português de Fotografia)
Orlando – um projecto de investigação em Antropologia Visual em Chã das Caldeiras – Ilha do Fogo.
José Ribeiro (Universidade Aberta)
Imagens de Festa em Cabo Verde
Moacyr Rodrigues (CEMRI - Mestrado em Relações Interculturais)
Os Toareg: uma experiência do Deserto
Faria Paulino (CEMRI – Mestrado em Relações Interculturais)
3
Este colóquio insere-se nas actividades do CEMRI - Laboratório de Antropologia Visual.
Os Media: da planetarização às experiências locais.4

A dialéctica entre o global e o particular no campo dos Media, em geral, e na Educação para os Media, em particular, constitui o elemento organizador deste colóquio. A metodologia a adoptar consistirá na apresentação de perspectivas "macro" sobre esta problemática seguida de debate sobre a diversidade e identidade das experiências locais.
9h30-13h00: Painel moderado por Luísa Aires – Universidade Aberta
Os Media na educação: estado presente e tendências globais.
Armando Rocha Trindade – Universidade Aberta
L’éducation aux médias entre langage et citoyenneté.
Geneviève Jacquinot – Universidade de Paris VIII
Comunicación y Nuevas Tecnologias: el jardin de senderos que se bifurcan.
Juan de Pablos – Universidade de Sevilha
Línguas estrangeiras e novas tecnologias: das experiências globais às experiências locais.
Maria Emília Ricardo Marques – Universidade Aberta
13h30 - Almoço
15h00 Visita guiada ao Museu Engenheiro António de Almeida.
15h30-19h00 - Mesa-redonda moderada por Alfredo Maia (Jornal de Notícias).
Os media: experiências locais. Identidade e diversidade.
Intervenientes:
António Manfredi (Canal SUR; Universidade de Sevilha)
Elísio de Oliveira (RTC, Porto)
Fernando Paulouro (Jornal do Fundão)
Joaquim Fidalgo (Público, Porto)
4
Este Colóquio insere-se nas actividades do CENTED (Centro de Estudos de Ensino a Distância.
Unidade e Diversidade ibérica.5

Reflexão sobre a conjuntura ibérica na sua diacronia própria e a emergência dos particularismos e eventuais tensões daí decorrentes. Apontamentos de síntese sobre a questão da diversidade e da unidade peninsular, integrada numa perspectiva de relação entre o particular e o universal.
9h30-13h00: Painel. Moderador: Luís Krus – Universidade Nova de Lisboa
Construção da identidade nacional.
Maria José Ferro Tavares - Universidade Aberta
A harmoniosa figura: interpretações geográficas sobre a formação de Portugal.
João Carlos Garcia - Universidade Porto
Paradigmas do Pensamento Ibérico.
José Luis Molinuevo – Universidade de Salamanca
13h00 - Almoço.
14h30- Visita guiada ao Museu Engenheiro António de Almeida.
15h00-19h00: Painel moderado por: José Marques – Universidade do Porto
Fronteira e Representação Parlamentar na Idade Média.
Humberto Baquero Moreno - Universidade do Porto
Pensamento Luso-Brasileiro e Ibero-Americano.
Esteves Pereira - Universidade Nova
Reys Matte – Universidade Complutense de Madrid
Pausa-café.
Universal e Particular/ Unidade e Diversidade.
Paulo Tunhas – Universidade Fernando Pessoa, Porto
5
Este colóquio insere-se nas actividades do Centro de Estudos Históricos Interdisciplinares.